Os três tipos e o "bomba"
Os meteorologistas dividem os ciclones em três grandes famílias, de acordo com a fonte de energia e a temperatura do núcleo. O ciclone bomba não é uma quarta família: é um ciclone, quase sempre extratropical, que se intensificou muito rápido.
Ciclone tropical
Núcleo quente, alimentado pelo calor do mar acima de ~26 °C. Furacões e tufões. Raríssimo no Atlântico Sul.
Ciclone extratropical
Núcleo frio, alimentado pelo contraste entre ar polar e tropical. É o mais comum no Brasil.
Ciclone subtropical
Híbrido: núcleo quente perto da superfície e frio em altitude. Forma-se perto da costa do Sul e do Sudeste.
Ciclone bomba
Qualquer ciclone que se intensifica de forma explosiva: queda de 24 hPa em 24 h no critério clássico.
Comparação lado a lado
| Tropical | Extratropical | Subtropical | |
|---|---|---|---|
| Fonte de energia | Calor e umidade do oceano | Contraste de temperatura entre massas de ar | Ambos |
| Núcleo | Quente em toda a altura | Frio | Quente embaixo, frio em cima |
| Frentes | Não tem | Tem frente fria e quente | Fracas ou ausentes |
| Ventos mais fortes | Perto do centro (parede do olho) | Espalhados por área ampla, longe do centro | A ~100 km ou mais do centro |
| Tamanho | Compacto (algumas centenas de km) | Grande (até milhares de km) | Intermediário |
| Mar necessário | ≥ 26 °C | Qualquer temperatura | Morno, ~20–25 °C |
| Onde no Brasil | Quase nunca | Sul e litoral do Sudeste | Costa do Sul e do Sudeste |
| Época | Verão/outono (raros) | Ano todo, mais no outono/inverno | Ano todo, mais no verão e outono |
Um ciclone pode mudar de tipo ao longo da vida. Furacões do Atlântico Norte muitas vezes passam por uma transição extratropical ao chegar a águas frias. No Atlântico Sul, ciclones subtropicais às vezes ganham características tropicais, como aconteceu com o Catarina em 2004.
Qual tipo afeta o Brasil?
Quase sempre o extratropical. Dezenas deles se formam a cada ano entre o Sul do Brasil, o Uruguai e a Argentina, e a maioria segue para o oceano. Os que passam perto da costa trazem vendaval, ressaca e temporais. Os subtropicais são bem menos frequentes, mas ganham nome da Marinha do Brasil quando atingem força de tempestade. Veja como os ciclones afetam cada região.
Guias de cada tipo
Ciclone tropical
Furacões e tufões: núcleo quente, olho e mar acima de 26 °C.
Ler guia →Ciclone extratropical
O tipo que mais atinge o Brasil, ligado às frentes frias.
Ler guia →Ciclone subtropical
O sistema híbrido que se forma perto da costa brasileira.
Ler guia →Ciclone bomba
Bombogênese: quando a pressão despenca 24 hPa em 24 horas.
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