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Brasil

Histórico de ciclones no Brasil

Do único furacão já registrado no país às enchentes de 2023 no Rio Grande do Sul, estes são os ciclones que mais marcaram o Brasil nas últimas duas décadas.

Atualizado em 21/10/2026Leitura: 8 min

Linha do tempo

Os números de vítimas e danos vêm de órgãos oficiais e da imprensa da época, e em alguns casos variam entre as fontes.

  1. Março de 2004 · SC e RS

    Furacão Catarina

    O único furacão registrado na costa brasileira. Chegou ao litoral entre Passo de Torres e Balneário Gaivota (SC) na noite de 27 para 28 de março, com ventos estimados em 155–160 km/h (equivalente a categoria 2). Deixou ao menos 3 mortos e dezenas de milhares de casas danificadas. Leia a história completa.

    Furacão
  2. Março de 2010 · alto-mar

    Anita

    Tempestade tropical que se formou ao largo do Sul do Brasil. Recebeu nome informalmente, depois de sua passagem, antes de existir a lista oficial da Marinha.

    Tempestade tropical
  3. Março de 2011 · ES

    Arani

    Primeiro ciclone batizado com a lista da Marinha do Brasil. O sistema trouxe chuva forte, enchentes e deslizamentos ao Espírito Santo.

    Tempestade subtropical
  4. Março de 2019 · costa da BA

    Iba

    Primeira tempestade totalmente tropical a receber nome da lista brasileira, com ventos de cerca de 85 km/h. Permaneceu em alto-mar, sem danos em terra.

    Tempestade tropical
  5. 30 de junho a 1º de julho de 2020 · SC, RS e PR

    Ciclone bomba de 2020

    Intensificação explosiva junto à costa do Sul. Rajada recorde de 168 km/h em Siderópolis (SC), 12 mortes (10 em SC) e quase 1,9 milhão de consumidores sem energia nos três estados do Sul. Entenda o ciclone bomba.

    Extratropical · bomba
  6. Dezembro de 2021 · ES, MG e BA

    Ubá

    Tempestade subtropical que se formou na costa do Sudeste. Somado ao sistema que o originou, o episódio de chuva intensa deixou 15 mortos no Espírito Santo, em Minas Gerais e na Bahia.

    Tempestade subtropical
  7. 17 a 20 de maio de 2022 · RS e Uruguai

    Yakecan

    Ventos de cerca de 95 km/h, ressaca no Uruguai e mais de 220 mil pessoas sem luz na Grande Porto Alegre. Deixou 2 mortos, um no Uruguai e um no Guaíba, em Porto Alegre. Em seguida, uma massa de ar polar trouxe neve à serra de SC e do PR.

    Tempestade subtropical
  8. 15 e 16 de junho de 2023 · RS

    Ciclone extratropical de junho de 2023

    Chuva extrema no Litoral Norte e na Região Metropolitana de Porto Alegre. Foram 16 mortes, a maioria em Caraá e Maquiné, no evento de chuva mais mortal do estado em 40 anos até então.

    Extratropical
  9. 3 a 5 de setembro de 2023 · RS

    Ciclone e enchentes do Vale do Taquari

    Um ciclone extratropical associado a chuva extrema provocou cheias históricas nos rios Taquari e afluentes. Pelo menos 51 mortes, concentradas em Muçum e Roca Sales, segundo a Defesa Civil do RS. Foi o desastre natural mais mortal do estado até as enchentes de maio de 2024.

    Extratropical
  10. Fevereiro de 2024 · costa do RJ

    Akará

    Tempestade tropical em alto-mar, a leste-sudeste do Rio de Janeiro, com ventos de cerca de 85 km/h. Primeiro nome da nova lista da Marinha. O sistema precursor trouxe chuva forte à Baixada Fluminense.

    Tempestade tropical
  11. 14 a 16 de dezembro de 2024 · RS e Uruguai

    Biguá

    Formou-se junto à costa do RS e do Uruguai. Rajadas acima de 80 km/h em Porto Alegre e cerca de 230 mil imóveis sem energia no estado.

    Tempestade subtropical
  12. Março de 2026 · alto-mar

    Caiobá

    Tempestade subtropical que se formou a cerca de 900 km da costa do RJ e do ES, sem impactos em terra. Terceiro nome da lista atual.

    Tempestade subtropical

O que esses eventos ensinam

  • Chuva mata mais que vento. Os ciclones mais mortais da lista, em 2023, foram os que trouxeram chuva extrema, e não os de vento mais forte.
  • Nome não é sinônimo de perigo. Tempestades nomeadas como Iba, Akará e Caiobá passaram em alto-mar, enquanto ciclones extratropicais sem nome causaram as maiores tragédias.
  • Os alertas funcionam quando são seguidos. Desde 2024, a Defesa Civil envia alertas automáticos para todos os celulares da área de risco. Veja como funcionam.