A tabela
A classificação considera o vento sustentado: a média de 1 minuto medida a 10 metros de altura. As rajadas podem ser bem mais fortes.
| Categoria | km/h | nós (kt) | mph | Danos esperados |
|---|---|---|---|---|
| Depressão tropical | < 63 | < 34 | < 39 | Chuva; ventos fracos a moderados |
| Tempestade tropical | 63–118 | 34–63 | 39–73 | Galhos quebrados, chuva forte, mar agitado |
| Categoria 1 | 119–153 | 64–82 | 74–95 | Ventos muito perigosos: danos a telhados, calhas e árvores; quedas de energia por dias |
| Categoria 2 | 154–177 | 83–95 | 96–110 | Ventos extremamente perigosos: danos extensos a telhados, árvores arrancadas, falta de energia por dias ou semanas |
| Categoria 3 | 178–208 | 96–112 | 111–129 | Danos devastadores: casas perdem telhados inteiros; água e luz indisponíveis por dias a semanas |
| Categoria 4 | 209–251 | 113–136 | 130–156 | Danos catastróficos: casas com paredes derrubadas; áreas inabitáveis por semanas ou meses |
| Categoria 5 | ≥ 252 | ≥ 137 | ≥ 157 | Danos catastróficos: grande parte das casas destruída; regiões isoladas por semanas ou meses |
Furacões de categoria 3 ou mais são chamados de "furacões maiores" (major hurricanes), porque concentram a maior parte dos danos.
E a pressão?
A pressão central não faz parte da escala oficial, mas ajuda a ter uma ideia da intensidade. Como referência aproximada, furacões de categoria 1 costumam ter pressão acima de 980 hPa, e os de categoria 5 ficam abaixo de cerca de 920 hPa. O Furacão Catarina, por exemplo, chegou à costa com cerca de 972 hPa e ventos estimados em 155–160 km/h, equivalente a categoria 2.
O que a escala não mede
A escala Saffir–Simpson considera apenas o vento. Ela não leva em conta:
- A maré de tempestade, que costuma ser o maior causador de mortes;
- O volume de chuva e o risco de enchente: furacões lentos de categoria baixa podem ser devastadores;
- O tamanho do sistema;
- Os tornados nas bandas de chuva.
Um furacão de categoria 1 ou uma tempestade tropical podem matar mais do que um categoria 4, dependendo da chuva e da maré. Sempre siga as orientações oficiais, não só a categoria.
Vale para ciclones extratropicais?
Não. A escala é feita para ciclones tropicais. Ciclones extratropicais e subtropicais, como os que afetam o Brasil, não recebem categoria. Os alertas do INMET e da Defesa Civil indicam diretamente a velocidade do vento esperada, o volume de chuva e a altura das ondas. Entenda os alertas.
Origem da escala
A escala foi criada no início dos anos 1970 pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo meteorologista Robert Simpson, então diretor do centro de furacões dos EUA. Originalmente incluía estimativas de maré de tempestade e pressão. Desde 2010 ela é oficialmente uma escala só de vento (Saffir–Simpson Hurricane Wind Scale), justamente porque a maré depende de muitos outros fatores.